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Anais da 4ª Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi/TO (SICTEG): Ciência para Redução das Desigualdades

PNEUMONIA EOSINOFÍLICA: UMA REVISÃO DE LITERATURA

Título do Trabalho

PNEUMONIA EOSINOFÍLICA: UMA REVISÃO DE LITERATURA

Autores

Luísa da Silva Ferreira, Luísa da Silva Ferreira, Ademir Esperidião, Adalberto Lopes Alencar de Carvalho, Sara Falcão de Sousa

Modalidade

Pôster / Resumo Expandido

Área Temática

Ciências da Saúde (CS)

DOI

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Resumo

Introdução: A pneumonia eosinofílica pertence ao grupo das doenças pulmonares intersticiais, que desafiam os profissionais da saúde por diversos fatores, como sua apresentação clínica variada, grande número de causas, difícil diagnóstico e raridade. Objetivo: Contribuir para o estudo das doenças pulmonares intersticiais, auxiliando profissionais da área pneumológica e da medicina intensiva. Material e Métodos: Revisão bibliográfica realizada pela plataforma Scielo, com busca do termo “pneumonia eosinofílica” e aplicação dos filtros “Brasil”, periódico “todos”, idioma “todos”, ano de publicação “todos” e “Ciências da saúde”. Foram 6 resultados, dos quais 2 foram excluídos por não se encaixarem nos critérios de pesquisa supracitados. Resultados: Pneumonia eosinofílica crônica é uma entidade clínica rara, caracterizada por infiltração alveolar e intersticial eosinofílica de causa desconhecida. Pode ocorrer em qualquer idade, porém o pico de incidência encontra-se na quinta década de vida, predominando no sexo feminino numa proporção de 2:1. Cerca de dois terços dos pacientes apresentam antecedentes de atopia. Segundo a série de casos descritos por Marchand et al, história prévia de asma esteve presente em 52% dos pacientes. A eosinofilia no escarro e no lavado broncoaoveolar (LBA) é frequente, porém eosinofilia periférica e IgE sérica elevada não estão presentes em todos os casos. Eosinofilia sanguínea é demonstrada em 60% a 90% dos pacientes, enquanto eosinofilia no LBA geralmente ocorre em todos os casos. Embora o infiltrado inflamatório seja composto de macrófagos, linfócitos, neutrófilos e eosinófilos, a presença de eosinofilia é um marcador importante para o diagnóstico e tratamento. Na ausência de eosinofilia periférica, o principal método de investigação é o estudo do LBA, e a pronta resposta aos corticosteroides ajuda a confirmar o diagnóstico. Deve-se pesquisar sempre uma causa secundária, como drogas, irradiação, produtos tóxicos, parasitas e infecções por fungos. Muitas vezes, no entanto, a eosinofilia pulmonar é primária idiopática. Conclusão: O prognóstico a longo prazo da pneumonia eosinofílica crônica é excelente, não havendo relatos na literatura de óbitos relacionados à doença. Porém, o desenvolvimento de asma (muitas vezes grave) ou de um distúrbio respiratório obstrutivo pode ocorrer em mais da metade dos casos, incluindo pacientes sem história prévia de atopia. Relatos de progressão para fibrose pulmonar já foram feitos, mas tal evolução parece ser rara.

Palavras chave: Pneumopatias; Pneumonia; Eosinofilia Pulmonar.

ISBN

978-65-00-94313-9

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